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Vendas de material de construção ficam estáveis em janeiro

Vendas de material de construção ficam estáveis em janeiro

Infomoney

As vendas no varejo de material de construção ficaram estáveis em janeiro, na comparação com dezembro do ano passado. Frente a janeiro de 2011, as vendas tiveram alta de 2,5%, segundo revelou um estudo da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) divulgado nesta quarta-feira (15).

Entre as regiões do País, somente o Sudeste registrou uma leve expansão nas vendas. Já as lojas do Norte, Centro-Oeste e Sul também tiveram um desempenho de vendas menor do que em dezembro.

O pior resultado foi apresentado pelo Nordeste. “Mais de um terço dos lojistas nordestinos tiveram queda no volume de vendas”, explica o presidente da Anamaco, Cláudio Conz.

Ao analisar os segmentos, os dados indicam que argamassas e rejuntes, cimento e metais sanitários tiveram queda de 10%, 6% e 5% respectivamente. Já interruptores, plugues e tomadas registraram aumento de 5%, seguidos de tubos e conecões de PVC, com alta de 1,5%.

Cenário futuro

Em relação às vendas de fevereiro, os dados indicam que 50% dos lojistas acreditam que elas devem crescer ao menos 10%, na comparação com janeiro deste ano. Segundo a entidade, o otimismo só não é maior devido ao feriado de Carnaval, que “atrapalhará um pouco o volume de vendas”.

Ao serem questionados sobre o desempenho que o setor deve ter em 2012, os empresários se mostram otimistas. A previsão é que as vendas deste ano cresçam 7,5%, frente a 2011.

“Estamos muito otimistas, principalmente por causa da criação da linha de financiamento de material de construção com recursos do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço], anunciada no mês passado pelo Conselho Curador do FGTS”, diz Conz.

Outros fatores que incentivam o otimismo é a redução do IPI (Impostos sobre Produtos Industrializados) dos produtos do setor, válida até o final do ano, e as obras em curso pelo Minha Casa Minha Vida 1 e 2, para a Copa do Mundo de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016, que também vão ajudar a dar fôlego ao setor.

“Também temos que lembrar que o Brasil possui mais de 53 milhões de imóveis que funcionam como seres vivos, demandando reforma conforme forem se desgastando, seja por uma infitração, troca de forro, reforma do banheiro, ampliação e etc. Esses imóveis foram muito afetados pelo excesso de chuvas em grande parte do Brasil nesse início de ano. Isso por si só já garante uma movimentação mínima do nosso setor”, finaliza.

No ano passado, o varejo de material de construção cresceu 4,5%, na comparação com 2010, e registrou um faturamento de R$ 52 bilhões.