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Venda de imóveis novos em SP é a maior desde 2004

Venda de imóveis novos em SP é a maior desde 2004

As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo caíram entre março e abril, apesar disso, o quarto mês do ano registrou o maior volume de vendas desde 2004. Segundo o Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Locação e Administração de Imóveis Comerciais), foram negociadas 3.236 unidades, uma queda de 21% frente ao mês anterior.

A entidade, que divulgou nesta sexta-feira (18) os dados do setor imobiliário, afirmou que a queda era esperada para o mês, já que março é um período forte em negócios após o período de “represamento” das vendas entre janeiro e fevereiro.

Na comparação com abril do ano passado, as vendas cresceram 65,7%, segundo o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci. Nos primeiros quatro meses deste ano, já foram negociadas 11.697 unidades (aumento de 72,4% frente a 2009).

– Nunca é demais lembrar que, em 2009, esse período trouxe preocupação em razão da crise internacional.

A velocidade das vendas ficou em 25,3% em abril. Esse número compara o número de contratos fechados com a quantidade de unidades residenciais lançadas no período. Segundo o Secovi-SP, o resultado de abril também foi o melhor em seis anos.

Os mais procurados foram os imóveis de dois e três dormitórios, que responderam por cerca de dois de cada três unidades negociadas (36,6% e 32,5% do total, respectivamente).

Se somados todos os imóveis vendidos em abril, o volume de dinheiro movimentado foi de R$ 1,28 bilhão. Segundo o Secovi-SP, houve queda de 15,7% em relação ao negociado em março.

Usados

No último dia 8, o Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) informou que a venda de imóveis usados chegou a 347 unidades na cidade de São Paulo em abril, uma alta de 27,13% em relação a março. Trata-se do terceiro mês consecutivo de aumento de vendas no setor.

Em janeiro, o número de casas e apartamentos usados comercializados registrou queda de 11,81% em relação a dezembro. O panorama começou a mudar em fevereiro, quando houve alta de 39,97% no total.

O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, disse na semana passada que a queda no primeiro mês do ano é comum e, nos últimos três anos, houve alta no setor.

Fonte: R7