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Procura por certificação sustentável faz crescer o número de instalações

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A busca de certificação para comprovar a sustentabilidade dos empreendimentos faz crescer a demanda por sistemas de automação. O Brasil conta com mais de 600 empreendimentos certificados pelo Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), dos Estados Unidos, que verifica se as instalações cumprem com os parâmetros como gestão eficiente do uso de água, energia e emissões atmosféricas, a otimização de materiais e recursos, a qualidade ambiental e os processos de inovação.

Com a queda nos custos de sistemas de automação o número de pedidos de certificação no país cresceu mais de 40% neste ano sobre o ano passado. Os investimentos em tecnologias e produtos sustentáveis representam entre 1% e 7% do valor da obra, segundo estimativas das construtoras.

O Brasil ocupa o quarto lugar no ranking das nações com maior número de construções com certificação LEED, atrás dos EUA, China e Emirados Árabes.

Outro selo internacional é o AQUA (Alta Qualidade Ambiental), baseado em um processo francês e adaptado à regulamentação brasileira pela Fundação Vanzolini que já emitiu 129 certificados.

Além de ser um recurso de marketing para melhor vender o empreendimento, o selo permite economias significativas tanto na compra de material quanto na taxa de condomínio.

Os novos empreendimentos já nascem com o conceito conhecido como Business Management System, uma plataforma de informações que interliga todas as áreas do o prédio com redes sofisticadas de cabeamento.

“Mesmo que o cliente não vá conectar algum sistema de automação em determinada área já prevemos a instalação do maior número de dispositivos nos espaços comuns e privativos para não ter problemas mais para frente”, afirma Maura Grokemarques, gerente de projetos da Porte Construtora.

A Brookfield Incorporações responsável por empreendimentos como o Pátio Victor Malzoni, Tower Bridge e Brookfield Towers, em São Paulo, entrega os prédios com sistemas de supervisão que interligam todos os serviços.

“A partir da comunicação da central do prédio com a Eletropaulo, por exemplo, no caso de queda de energia na região, o sistema aciona os geradores automaticamente”, explica Gabriel Meneghin, superintendente de construção da Brookfield. A central também avalia se em momentos de pico de energia é mais vantagem pagar a tarifa da concessionária ou acionar o gerador, otimizando custos.

O melhor uso do espaço em grandes empreendimentos como shopping centers é outro motor de inovação. Ao implantar um sistema de ar condicionado no Parque Dom Pedro Shopping, de Campinas, a Sonae Sierra Brasil desenvolveu um processo para substituir o processo químico de tratamento de água que ocupava um grande espaço de armazenamento. Era necessário reservar um local para 50 tambores de 20 litros de produtos químicos que gerava descartes de embalagens e desperdício de água.

“A empresa substituiu a base líquida por um pó sólido que pode ser acondicionado em pequenas latas de 5 quilos, economizando espaço e água e proporcionando maior segurança no manuseio do produto químico”, afirma Ethel Luis de Moraes, gerente corporativo de operações. Em um ano o processo permitiu uma economia de R$ 1,2 milhão. (ALM)