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Prédios antigos ganham eficiência ao investir em interior novo

Prédios antigos ganham eficiência ao investir em interior novo

Secovi Rio

Cerca de 45% da energia elétrica gerada no país são consumidos em edificações. Num prédio comercial, a conta de luz representa até 30% do valor do condomínio. Para essa equação chegar a um resultado positivo – pesar menos no bolso do consumidor e economizar recursos naturais – a fórmula passa, necessariamente, pela otimização do uso da energia. E o mercado já oferece as mais variadas soluções: energia solar e eólica, vidros anti-calor e sistema de refrigeração e de iluminação inteligentes.

O caso dos condicionadores de ar é emblemático. Num edifício comercial, a refrigeração responde por algo entre 40% e 70% do consumo total de energia. Nos prédios mais antigos, há ainda o agravante de os equipamentos serem menos eficientes, o que pode aumentar o gasto em até 50%. A solução tem sido o retrofit, um tipo de reforma que emprega um conjunto de técnicas para modernizar o interior das construções e substituir o sistema de iluminação.

“Hoje em dia, é impossível pensar num prédio sustentável e certificado sem um sistema de ar eficiente”, observa Manoel Gameiro, diretor Comercial e de Produtos Aplicados da Trane, empresa especializada neste tipo de reforma.

Um exemplo de prédio com energia sustentável é a Biblioteca Parque Estadual, no Rio de Janeiro, que tem energia solar obtida de placas fotovoltaicas; vidros duplos na fachada, que reduzem em 50% a entrada do calor; e um sistema automático de acionamento das lâmpadas e do sistema de refrigeração, que funcionam com sensores de presença. O telhado verde também ajuda a reduzir o calor e o uso de ar condicionado. Somente a energia solar significa uma economia de 50 mil MW por ano.

No condomínio Ilha Pura, na Barra da Tijuca, onde fica a Vila Olímpica que hospedará atletas dos Jogos Olímpicos de 2016, a economia de energia está no DNA da obra. O empreendimento, que tem certificações LEED e AQUA, tem telhado verde, sensores de iluminação e vidros eficientes na fachada, que reduzem o calor. Outro exemplo no Rio é o Edifício Wolfgang Mozart, conhecido como Amarelinho da Cinelândia, que teve o interior completamente reformado para abrigar escritórios.

Depois do telhado verde, a energia solar caminha para ser a próxima onda na construção de edifícios sustentáveis. Hoje, no Brasil, apenas 730 mil casas usam o sistema, o que corresponde a 0,01% da energia total produzida no país. Porém, o custo de instalação e manutenção das placas fotovoltaicas diminuiu quase 50% nos últimos anos, tornando o equipamento mais acessível.