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INCC-M sobe 0,20% em outubro, frente a 0,16% em setembro

INCC-M sobe 0,20% em outubro, frente a 0,16% em setembro

O Índice Nacional de Custo da Construção — M (INCC-M) subiu 0,20% em outubro, após alta de 0,16% em setembro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ano, o índice acumula variação de 6,14% e, nos últimos 12 meses, avanço de 6,66%.

A alta do indicador em outubro foi puxada por materiais e equipamentos, já que o custo dos serviços desacelerou e o da mão de obra não variou pelo segundo mês consecutivo. O índice relativo a materiais, equipamentos e Serviços subiu 0,43%, de 0,34% no mês anterior. O indicador que corresponde apenas a materiais e equipamentos passou de 0,37% para 0,53%, enquanto a parcela relativa a serviços baixou de uma taxa de 0,22% em setembro, para 0,05% no mês de outubro.

A inflação da construção civil ficou mais alta em cinco de sete capitais pesquisadas pela FGV: Brasília (de 0,03% em setembro para 0,14% em outubro), Recife (0,02% para 0,30%), Rio de Janeiro (0,06% para 0,19%), Porto Alegre (0,04% para 0,16%) e São Paulo (0,25% para 0,26%). Em contrapartida, Salvador (0,18% para 0,19%) e Belo Horizonte (0,19% para 0,09%) registraram desaceleração. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

SONDAGEM DA CONSTRUÇÃO

O Índice de Confiança da Construção (ICST), também calculado pela Fundação Getulio Vargas e divulgado nesta terça-feira, apresentou forte queda no trimestre encerrado em outubro de 2014, ao registrar variação de -14,8% em relação ao mesmo período de 2013. Em setembro, a variação interanual havia sido -12,3%.

Queda também observada na variação mensal, em que a taxa do ICST passou de -16,1%, em setembro, para -19,9% neste mês – o pior resultado da série histórica. Segundo Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE, não há perspectiva imediata de retomada do aquecimento do setor.

“Os empresários da construção estão apontando a demanda insuficiente como o principal fator de limitação à melhoria da atividade setorial. A demanda está fraca tanto nos segmentos que dependem das decisões privadas quanto nos segmentos de infraestrutura”, afirma.

Fonte: O Globo