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Especulação imobiliária inflaciona terrenos na periferia de Brasília

Especulação imobiliária inflaciona terrenos na periferia de Brasília

O que também cresce assustadoramente é a especulação imobiliária no Distrito Federal. O metro quadrado é vendido a preço de ouro.

O estado ajudou muito para que isso acontecesse, com a distribuição de lotes e a regularização de áreas invadidas.

Hoje, quem ocupa um terreno aposta que lá na frente tudo vai ser regularizado. É o que vem acontecendo. Brasília ainda enfrenta outra particularidade: como é tombada, faltam terrenos. Aí é a velha lei da oferta e da procura.

Bairro pobre, tem casas simples. Barracos à venda.

“Está vendendo. R$ 100 mil, entregou para a imobiliária vender”, conta a dona de casa Elaine Gonçalves.

São R$ 100 mil, não estranhe o preço. No Distrito Federal, cada metro quadrado custa caro demais. Mesmo em lugares como o Varjão.

O barraco tem quatro cômodos e foi construído em um terreno de quase 200 metros quadrados. O valor do aluguel nem é tão alto: R$ 150 por mês. Elaine, a locatária, sabe que em breve vai ter de procurar outra casa: “Quando vender a gente tem que sair.”

As casas pobres, que há alguns anos não tinham grande valor, hoje movimentam o mercado imobiliário. O lugar fica perto do Plano Piloto, região central de Brasília, uma das mais caras do Brasil.

Os valores chamam ainda mais atenção se fizermos um comparativo. No Lago Norte, uma das áreas mais valorizadas do Distrito Federal, um terreno de 1 mil metros quadrados custa R$ 650 mil. É só fazer as contas para chegar à conclusão de que o espaço na periferia pode ser proporcionalmente mais caro do que em área nobre.

Veja só a comparação: No Paranoá, o metro quadrado do terreno custa R$ 1,8 mil. Já no Lago Norte, área nobre de Brasília, a média do metro quadrado nos lotes custa R$ 650.

Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis, Hermes Rodrigues, a infraestrutura da região ajudou a elevar os preços nas áreas mais pobres: “Essas áreas da periferia estão sendo favorecidas hoje com infraestruturas que antes não tinham. Isso gerou especulação, principalmente porque antes não tinham asfalto, hoje têm. Não havia possibilidade do metrô passar perto. Hoje tem. Isso gerou essa elevação de preço e de procura”.

Fonte: Bom dia Brasil