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Despejo por falta de pagamento de aluguel cai 13,6% em São Paulo

Despejo por falta de pagamento de aluguel cai 13,6% em São Paulo

O número de ações de despejo por falta de pagamento de aluguel diminuiu 13,6% no período entre janeiro e abril deste ano na comparação com o mesmo período de 2009. A informação é da AABIC (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios) com base em dados do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

No ano passado, foram 19.789 ações de despejo no Estado de São Paulo por causa do não pagamento do aluguel – entre janeiro e abril, o número chegou a 6.792. Já em 2010, o brasileiro passou a pagar as contas em dia: houve apenas 5.865 ações deste tipo no Estado. Vale lembrar que o atraso de uma mensalidade já basta para o proprietário acionar a Justiça.

De acordo com o diretor de locação da AABIC, Eduardo Zangari, a queda ocorreu por causa da base fraca de comparação, já que “a crise se estendeu até o meio do ano passado e só depois disso é que começamos a respirar”.

Além da base fraca de comparação, o especialista destaca ainda o aumento da renda do brasileiro, que fez a taxa de inadimplência diminuir. Entretanto, Zangari aponta outro fator para o pagamento em dia: as condições atuais do mercado imobiliário, que privilegia quem tem contratos antigos.

– O reajuste dos aluguéis leva em conta, geralmente, o IGP-M [Índice Geral de Preços de Mercado], que deu negativo em 2009 [queda de 1,72%]. Com isso, o valor dos contratos de aluguel vigentes foram mantidos ou até caíram. Já os contratos novos subiram até 10%. Todo mundo está se esforçando para pagar em dia, porque se perder o contrato certamente vai pagar mais caro pelo novo.

Isso ocorreu por causa da valorização dos imóveis causada pelo renascimento do mercado imobiliário brasileiro. Por exemplo, pense em um apartamento alugado por R$ 1.000 em janeiro de 2009. O proprietário do mesmo apartamento já cobra R$ 1.100 pelo mesmo aluguel.

Os donos de imóveis já perceberam que o aluguel não é tão rentável como em outros tempos. Por isso, aumentou 8,8% o número de ações ordinárias – aquelas que têm o objetivo de retomar o imóvel, mas não está relacionada com a falta de pagamento. Entre janeiro e abril de 2009, foram 660 ações deste tipo, contra 724 no mesmo intervalo de 2010.

Condomínio em dia

O número de cobranças de condomínios na Justiça também diminuiu. Entre janeiro e abril deste ano, foram 3.323 ações no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo de condomínios que requeriam o pagamento de cotas de inquilinos. No mesmo período do ano passado, houve 3.701 ações deste tipo. Ou seja, o número de cobranças caiu 10,21%.

Fonte: R7