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Demanda por locação se mantém forte

Demanda por locação se mantém forte

SecoviRio

Nos últimos anos, com o surgimento do programa Minha Casa, Minha Vida – que irrigou os financiamentos de imóveis com farto crédito –, mais pessoas sentiram-se em plenas condições de comprar um imóvel. Embora o sonho da casa própria esteja mais próximo de se tornar realidade para muita gente, o mercado de locação sempre terá oferta e demandas significativas.

De acordo com Mark Turnbull, gerente sênior de Novos Negócios da CB Richard Ellis e diretor da vice-presidência de Gestão Patrimonial do Secovi-SP, os novos arranjos familiares – casamentos, filhos, divórcios –, a distribuição etária da população, os níveis de renda e a capacidade de pagamento do brasileiro são os fatores que impulsionam os aluguéis residenciais.

“O imóvel é um dos bens mais caros que uma família adquire. O crédito imobiliário ainda é muito restrito, ainda mais porque é preciso poupar de 30 a 40 % do valor do imóvel para obter financiamento. O caminho natural para quem não tem condições de comprar uma casa é alugar uma”, disse o executivo em palestra no Encontro do Mercado Imobiliário de Bauru e Região, promovido pela regional do Secovi na cidade em 10/10.

Dados do Censo do IBGE de 2010 dão conta de que, dos 57,3 milhões de domicílios permanentes no Brasil, 10 milhões são alugados, o que corresponde a 18% do total. As unidades residenciais com 2 ou mais dormitórios totalizam acima de 85% dos imóveis alugados.

“Considerando que o Brasil necessitará produzir cerca de 1,2 milhão de novas moradias por ano para atender toda a demanda, se a proporção de ocupação seguir a atual distribuição, seria necessário criar 220 mil domicílios anualmente só para atender a demanda por locação”, frisou Turnbull.

Especificamente sobre Bauru, cuja população conta com 343,9 mil habitantes, dos 109,9 mil domicílios permanentes da cidade, 22,6% são alugados (24,8 mil). De acordo com o dirigente do Secovi-SP, apartamentos de 2 dormitórios com suíte alçaram os valores mínimos de aluguéis, graças às boas condições em que se encontram.

“Os de 3 dormitórios possuem maior variedade de unidades, idades e localização e, por isso, maior amplitude de valores”, destacou. Hoje, na cidade, aluga-se um apartamento de 2 dormitórios por um mínimo de R$ 750,00 e máximo da ordem de R$ 1.050,00, enquanto um de 3 dormitórios vale entre R$ 950,00 e R$ 1.800,00. As casas, por sua vez, possuem valores um pouco diferentes: 2 dormitórios, entre R$ 750,00 e R$ 900,00; 3 dormitórios, de R$ 1.000,00 a R$ 1.800,00.

Imóveis comerciais, ainda segundo dados apresentados por Turnbull, têm variados valores de locação por metro quadrado, conforme a tipologia do imóvel. Os mais baratos são galpões (de R$ 9,00 a R$ 18,00/m²), seguidos pelas lojas (de R$ 25,00 a R$ 35,00/m²) e salas comerciais (de R$ 15,00 a R$ 25,00 m²).