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Condomínio cortam despesas para controlar contas

Condomínio cortam despesas para controlar contas

Secovi Rio

A cada ano os gastos do condomínio aumentam. São despesas com funcionários, materiais, manutenção, água, esgoto, energia entre outras. Por isso, o valor do condomínio disparou no ano passado. Entre janeiro e outubro a alta acumulada era de 7,72%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A última grande alta havia sido registrada em 2003, com 9,74%. De acordo com o gestor imobiliário Francisco Egito, o principal responsável pela alta da taxa condominial é o reajuste do salário mínimo, que eleva os gastos com o pagamento da mão de obra dos empregados.

“O governo tem adotado uma política de reajuste do salário mínimo sempre acima da inflação, o que está onerando cada vez mais a folha de pagamento dos condomínio. Com isso, o síndico precisa sempre reajustar a taxa”, explica Egito.

Este ano, o governo reajustou o salário mínimo em 9% para o valor de R$ 678. O Governo do Estado ainda não divulgou o piso regional para 2013. Francisco Egito estima que os síndicos vão precisar repassar o percentual e a taxa condominial deve subir até 10% este ano.

“Estamos aguardando o acordo coletivo da categoria. Mas esperamos que o reajuste dos salários dos porteiros suba acima de 9% este ano”, estima o gestor imobiliário.

De acordo com o vice-presidente de Assuntos Condominiais do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi Rio), Alexandre Corrêa, as despesas com pessoal são o item que mais pesa no condomínio, representando entre 55% e 60% da taxa. Em seguida vem os custos com água, que responde por 20% a 25% seguida da energia e outras despesas. Segundo Corrêa, os síndicos precisam se organizar para evitar o desperdício de dinheiro com pagamento de horas extras do funcionário.

“É importante otimizar o tempo do funcionário. A hora extra tem que ser eventual e não habitual. Muitas vezes o empregado trabalha tantas horas fora de seu horário que o condomínio poderia contratar outro funcionário, que trabalharia mais descansado e motivado”, aconselha o vice-presidente do Secovi Rio.