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Com menos de dois por cento de vistorias feitas em prédios, prazo é prorrogado no Rio

Com menos de dois por cento de vistorias feitas em prédios, prazo é prorrogado no Rio

G1

Criada em março de 2013, após o desabamento do Edifício Liberdade, no Centro de Rio, em janeiro do ano anterior, a lei que determina que os síndicos providenciem uma vistoria em edificações para evitar riscos à segurança teve o seu prazo prorrogado para o dia 1º de julho.

Iniciamente, a data limite era 31 de dezembro, mas a baixa adesão levou a Preifeitura a estendê-la: 4.687 dos 250 mil edifícios comunicaram a vistoria à Secretaria da Casa Civil — menos de 2%.

Após o prazo, os prédios que estiverem com a situação irregular serão multados e ficarão com a documentação pendente.

Do total vistoriado, 2.278 construções estavam adequadas e 2.409 com necessidade de obras. Copacabana, na Zona Sul, foi o bairro com mais adesão: 568.

Todas as construções terão de passar por esse tipo de inspeção técnica à exceção das que ficam em áreas de especial interesse, que tiveram o habite-se há menos de cinco anos e que não são unifamiliares nem bifamiliares, e construções acima de mil metros quadrados.

Depois de Copacabana, a Tijuca, na Zona Norte, foi o bairro onde ocorreram mais vistorias (568), seguido do Recreio (411), Barra da Tijuca (284), ambos na Zona Oeste; Jardim Guanabara (265), na Ilha do Governador, Subúrbio; Ipanema (261), Leblon (211), Botafogo (189), todos na Zona Sul; Centro (165) e Flamengo (143), também na Zona Sul.

Queda teve 22 mortos

O desabamento do Edifício Liberdade deixou 22 pessoas mortas e seis feridas no dia 25 janeiro de 2012. Para a polícia, uma obra feita pela empresa Tecnologia Organizacional (T.O.) no nono andar derrubou paredes de sustentação do prédio e causou a queda. A Justiça aceitou a denúncia contra o sócio e a funcionária da empresa T.O., responsáveis pelas obras.