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BC não vê risco de ‘bolha’ nas operações de crédito habitacional

BC não vê risco de ‘bolha’ nas operações de crédito habitacional

G1

O crédito imobiliário, que esteve no centro da primeira etapa da crise financeira internacional nos Estados Unidos, em 2008, vem apresentando um “crescimento sustentável” no Brasil, de modo que não há risco de “bolha” (forte crescimento com base em especulação) nestas operações, segundo avaliação feita nesta terça-feira (20) pelo diretor de Fiscalização do Banco Central, Anthero de Moraes Meirelles.

Segundo dados do Banco Central, os financiamentos imobiliários para as pessoas físicas registraram crescimento de 20,7% no primeiro semestre deste ano e de 50% em doze meses até junho – bem acima das demais operações de crédito.

Com isso, a participação destas operações no total do crédito bancário passou de 5,5%, em junho de 2009, para 8,6% no fim do primeiro semestre deste ano. Ainda assim, segundo o BC, está abaixo do patamar de outros países, como Alemanha e Itália (ambas em cerca de 16% do crédito total), Estados Unidos (32% de todo o volume de crédito), ou Austrália (mais de 60%).

“O aumento do crédito imobiliário vem acompanhado do crescimento da renda e do poder aquisitivo, apesar dos juros elevados [cobrados pelos bancos na comparação com as taxas de outros países]. Não há bolha. O crescimento é sustentável”, disse o diretor de Fiscalização a jornalistas.

Segundo ele, as regras para estas operações no Brasil são “conservadoras”. “Geralmente, os contratos são feitos com alienação fiduciária [quando o imóvel serve de garantia em caso de inadimplência]. Não vemos risco para a estabilidade do sistema”, acrescentou Anthero de Moraes Meirelles.