Área restrita

Notícias

Aluguel residencial sobe duas vezes mais que inflação em BH

Aluguel residencial sobe duas  vezes mais que inflação em BH

O preço dos aluguéis residenciais em Belo Horizonte continua em alta. Nos primeiros seis meses de 2010, a elevação foi de 7,21% – mais que duas vezes a inflação do mesmo período, que ficou em 3,5%. O resultado é consequência da demanda aquecida e da queda na oferta de imóveis, que caiu 11,46% no primeiro semestre. Só em junho, a elevação nos preços foi de 1,27%.

Ao contrário de 2009, quando houve uma expansão de 34,9% na oferta, o primeiro semestre deste ano marcou um período de queda no volume de novas unidades. Segundo o presidente da CMI e do Secovi-MG (Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais), Ariano Cavalcanti, apesar do crescimento dos lançamentos nos últimos meses, a retração na oferta pode ser explicada pelo perfil do comprador atual.

– A aquisição de imóveis, principalmente os voltados para a população de baixa e média renda, tem sido voltada para uso próprio. Talvez por isso não tivemos uma correção da oferta para locação à altura da demanda.

Ainda assim, a escalada nos preços dos aluguéis, iniciada há cerca de três anos, cedeu. Neste ano, a alta do primeiro semestre é duas vezes superior à inflação do período. Em 2009, a variação foi três vezes superior.

Segundo a pesquisa divulgada nesta terça-feira (13) pela CMI/Secovi, em junho, quando houve inflação negativa na capital mineira (-0,02%), o valor do aluguel residencial teve aumento de 1,27%.

Quando se avaliam os tipos de imóveis, a pesquisa mostra que a maior alta foi de barracões (3,76%), casas (2,01%) e apartamentos (0,94%).

Segundo as classes de bairros, os aluguéis de apartamentos subiram em todos os níveis: popular (0,70%), médio ( 2,01%), alto (1,37%) e luxo (0,37%).

Com relação à oferta residencial em junho, a pesquisa apontou queda de 4,55%, puxada pela redução na disponibilidade de apartamentos (3,88%) e casas (10,94%). Apenas os barracões tiveram elevação de 1,19%.

Aluguel comercial é ainda maior

Já o valor do aluguel comercial apresentou alta de 8,85% no ano e 1,19% em junho. Para Cavalcanti, a explicação está na falta deste tipo de imóvel.

– Apesar de termos alguns lançamentos acontecendo, ficamos muito tempo com um volume inexpressivo de lançamentos comerciais. Como a escassez é ainda maior do que a residencial, as altas também são superiores.

As maiores elevações no mês foram de andares corridos (1,22%), casas (1,06%), galpões (0,92%), lojas (1,43%) e salas (0,86%).

A oferta caiu 1,79% em junho, mas o acumulado nos seis primeiros meses do ano é positivo: 9,83%. Contribuíram para a retração, em junho, a redução da oferta de lojas (3,99%) e andares corridos (9,41%).

Fonte: R7