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Adeus à informalidade

Adeus à informalidade

Abadi

Uma boa convivência em condomínio requer o seguimento de regras internas. Se, para moradores habituados, já não é tão simples obedecer às convenções, a adaptação pode ser ainda mais difícil para quem viveu anos em comunidades carentes, de forma mais informal. Atenta a isso, a Secretaria municipal de Habitação (SMH) do Rio oferece um serviço de assistência social para as famílias que têm renda mensal de até R$ 1.600 e são contempladas pelo programa habitacional “Minha casa, minha vida”.

As ações incluem orientações sobre vida em condomínio e educação ambiental, integração dos moradores ao novo bairro e ajuda na inserção no mercado de trabalho.

– Muitas dessas pessoas viviam em casas e vão para os condomínios sem o hábito de dividir espaços comuns ou pagar taxas – explica a coordenadora do trabalho social da SMH, Regina Marconi, que se lembra do caso inusitado de um morador que, na primeira fase do programa, levou um cavalo para o condomínio, já que a orientação era manter os animais de estimação dentro de casa.

Ex-morador da comunidade de São José Operário, em Jacarepaguá, Valdir Moraes, de 47 anos, teve que abandonar a antiga casa depois das chuvas de abril do ano passado. Síndico do condomínio Vivendas das Andorinhas, em Cosmos, na Zona Oeste, ele foi um dos que tiveram dificuldades para se adaptar à nova realidade:

– No começo, eu estranhei muito. Agora, oriento os outros moradores sobre o barulho, o cuidado com o lixo, e explico que não se pode fazer puxadinho ou pendurar varal do lado de fora do apartamento. Tem os que concordam e os mais bagunceiros. Mas é tudo na base do diálogo.